Jean Piaget

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Contra visões tradicionais, livro destaca importância da afetividade na escola (quarta-feira, 1 de setembro de 2010 - 17:09:40h)
O que é o afeto? E como se usa? É com a família, amigos, no trabalho ou na escola? Como funciona? Basta falar calmo, passar a mão na cabeça e abraçar? (fonte: Folha Online)

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JEAN PIAGET, Resumo: Jean Piaget | Jean Piaget, retratado por André Koehne-Jean Piaget (Neuchâtel, 9 de Agosto de 1896 — Genebra, 16 de Setembro de 1980) foi um biólogo suíço com enorme produção na área de Psicologia, Epistemologia e Educação, professor de psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954, conhecido principalmente por organizar o desenvolvimento cognitivo em uma série de estágios. (Leia o artigo completo "Jean Piaget" abaixo)

JEAN PIAGET

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Jean Piaget



Jean   Piaget,   retratado   por   André   Koehne
Jean Piaget, retratado por André Koehne

Jean Piaget (Neuchâtel, 9 de Agosto de 1896Genebra, 16 de Setembro de 1980) foi um biólogo suíço com enorme produção na área de Psicologia, Epistemologia e Educação, professor de psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954, conhecido principalmente por organizar o desenvolvimento cognitivo em uma série de estágios.

Índice

Biografia

Jean Piaget demonstrou interesse por História Natural ainda na infância, tendo aos onze anos publicado seu primeiro artigo, sobre um pardal albino, que é considerado o início de sua carreira como cientista. Durante a adolescência, trabalhou como voluntário na seção de moluscos do museu de História Natural, além de escrever artigos sobre zoologia. Piaget freqüentou a Universidade de Neuchâtel, onde estudou Biologia e Filosofia. Formou-se em Ciências Naturais com 21 anos e, um ano depois, doutorou-se em Zoologia. Em Zurique, passou a interessar-se e a estudar psicologia e psiquiatria. Depois de formar-se, foi para Zurich, onde trabalhou como psicólogo experimental e freqüentou aulas ministradas Carl Jung, além de trabalhar como psiquiatra. Em 1919 foi para Paris, onde desenvolveu trabalhos no Laboratório de Alfred Binet, investigando o desenvolvimento intelectual da criança a partir de testes elaborados pelo investigador francês. É este traballho que o irá motivar a desenvolver as suas pesquisas na área da psicologia do desenvolvimento. Em 1921, retorna para a Suíça e assume as funções de diretor de estudos no Instituto Jean-Jacques Rousseau da Universidade de Genebra, onde iniciou sua carreira, ao registrar suas observações de crianças brincando, que deram o fudamento para a cosntrução de sua teoria. Piaget casou-se em 1923 com Valentine Châtenay e tiveram três filhas: Jacqueline (1925), Lucienne (1927) e Laurent (1931). Uma parte da teoria piagetiana teve por base as observações de Piaget e da esposa a respeito do desenvolvimento cognitivo de seus filhos durante a primeira infância.

Aos 27 anos, escreveu o seu primeiro livro de psicologia: A Linguagem e o Pensamento na Criança. Em 1925, ocupou o cargo de professor de Filosofia na sua cidade natal. Na década de 50, fundou, congregando investigadores de vários ramos do saber, o "Centro Internacional de Epistemologia Genética" da Faculdade de Ciências da Universidade de Genebra, de onde saíram importantes obras de psicologia cognitiva. Lecionou a disciplina de Psicologia da Criança, a partir de 1952, na Sorbone, Paris.

Piaget revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo partindo de pesquisas baseadas na observação e em entrevisrtas que realizou com crianças. Interessou-se fundamentalmente pelas relações que se estabelecem entre o sujeito que conhece e o mundo que tenta conhecer. Considerou-se um epistemólogo genético porque investigou a natureza e a génese do conhecimento nos seus processos e estádios de desenvolvimento.

Vida profissional

Piaget foi biólogo, zoólogo, filósofo, epistemólogo e psicólogo. Esta experiência de vida e uma vasta cultura científica impregnaram a sua obra com contribuições da biologia, cibernética, matemática, filosofia e sociologia.

Escreveu mais de 100 livros e 600 artigos, alguns dos quais contaram com a colaboração de Barbel Inhelder. Entre eles, destacam-se: Seis Estudos de Psicologia, A construção do Real na Criança, A Epistemologia Genética, O Desenvolvimento da Noção de Tempo na Criança, Da Lógica da Criança à Lógica do Adolescente, A Equilibração das Estruturas Cognitivas.

Piaget desenvolveu estudos sobre os próprios processos metodológicos, concretamente o método clínico e a observação naturalista. Estes métodos correspondem a importantes avanços na investigação em psicologia.

Até morrer, Piaget estudou, escreveu, participou em congressos, polémicas e debates públicos. Foi uma personagem carismática, pela forma empenhada, crítica, interdisciplinar e criativa como orientou as suas investigações.

Epistemologia genética

A Epistemologia Genética defende que o indivíduo passa por várias etapas de desenvolvimento ao longo da sua vida. Para Piaget, a aprendizagem é um processo que começa no nascimento e acaba na morte de cada um. A aprendizagem dá-se através da assimilação, da acomodação, da adaptação aliadas ao equilíbrio. Segundo este esquema, o ser humano assimila os dados que obtém do exterior, mas uma vez que já tem uma estrutura mental que não está "vazia", precisa de adaptar esses dados à estrutura mental já existente. Uma vez que os dados são adaptados a si, dá-se a acomodação. Para Piaget, o homem é o ser mais adaptável do mundo. Este esquema revela que nenhum conhecimento nos chega do exterior sem que sofra nenhuma alteração pela nossa parte, ou seja, tudo o que aprendemos é influenciado por aquilo que já tinhamos aprendido. Até sua morte ele foi visto como louco mas depois do acontecimento se tornou um dos homens mais dedicados do mundo comum com o interacionismo de Lev Vygotsky, Piaget somente veio a conhecer as pesquisas de Vygotsky muito depois da morte deste. Originalmente um biólogo, com a especialização em moluscos do Lago Genebra, fez seus estudos de psicologia do desenvolvimento quando observou a maneira como seus filhos pequenos cresciam e se apercebiam do mundo à volta deles.

As teorias de Piaget de desenvolvimento psicológico mostraram-se muito influentes. Entre outros, o filósofo e cientista social Jürgen Habermas as incorporou em seu trabalho, mais notadamente em A Teoria da Ação Comunicativa. O historiador da Ciência Thomas Kuhn e o pensador marxista Lucien Goldmann tiveram em Piaget um interlocutor importante. A influência de Piaget na pedagogia é notável ainda hoje, principalmente através da obra de Emília Ferreiro sobre a alfabetização. No Brasil, suas idéias começaram a ser difundidas na época do movimento da Escola Nova, principalmente por Lauro de Oliveira Lima.

Piaget também teve uma considerável influência no campo da ciência da computação. Seymour Papert usou o trabalho de Piaget como fundamentação ao desenvolver a linguagem de programação Logo. Alan Kay usou as teorias de Piaget como base para o sistema conceitual de programação Dynabook, que foi primeiramente discutido em Xerox PARC. Estas discussões levaram ao desenvolvimento do protótipo Alto, que explorou pela primeira vez os elementos do GUI, ou Interface Gráfica do Usuário, e influenciou a criação de interfaces de usuário a partir dos anos 80.

Teoria

Atravês de várias observações com seus filhos, e principalmente com outras crianças, Piaget deu origem à Teoria Cognitiva, onde demostrava que havia quatro estágios de aprendizado no ser humano: Sensório-motor, Pré-operatório, Operatório concreto e Operatório formal.

Publicações brasileiras da obra de Piaget

  1. A Construção do Real na Criança. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 360p.
  2. A Epistemologia Genética e a Pesquisa Psicológica. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1974.
  3. A Epistemologia Genética. Trad. Nathanael C. Caixeira. Petrópolis: Vozes, 1971. 110p.
  4. A Equilibração das Estruturas Cognitivas. Problema central do desenvolvimento. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.
  5. A Evolução Intelectual da Adolescência à Vida Adulta. Trad. Fernando Becker e Tania B.I. Marques. Porto Alegre: Faculdade de Educação, 1993. Traduzido de: Intellectual Evolution from Adolescence to Adulthood. Human Development, v. 15, p. 1-12, 1972.
  6. A Formação do Símbolo na Criança. Imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Trad. Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1971.
  7. A Linguagem e o Pensamento da Criança. Trad. Manuel Campos. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1959. 307p.
  8. A Noção de Tempo na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, (s.d.).
  9. A Origem da Idéia do Acaso na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, (s.d.).
  10. A Práxis na Criança. In.: Piaget. Rio de Janeiro: Forense, 1972.
  11. A Psicologia da Inteligência. Trad. Egléa de Alencar. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1958. 239p.
  12. A Representação do Mundo na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, s.d..
  13. A Situação das Ciências do Homem no Sistema das Ciências. Trad. Isabel Cardigos dos Reis. Amadora: Bertrand, Vol. I, 1970. 146p.
  14. A Vida e o Pensamento do Ponto de Vista da Psicologia Experimental e da Epistemologia Genética. In.: Piaget. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1972.
  15. Abstração Reflexionante: Relações lógico-aritméticas e ordem das relações espaciais. Trad. Fernando Becker e Petronilha G. da Silva, Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
  16. Aprendizagem e Conhecimento. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1979.
  17. Biologia e Conhecimento. Trad. Francisco M. Guimarães. Petrópolis: Vozes, 1973. 423p.
  18. Conversando com Jean Piaget. Rio de Janeiro: Difel, 1978.
  19. Da Lógica da Criança à Lógica do Adolescente. São Paulo: Pioneira, 1976.
  20. Ensaio de Lógica Operatória. São Paulo: Editora Globo/EDUSP, 1976.
  21. Estudos Sociológicos. Rio de Janeiro: Forense, 1973.
  22. Fazer e Compreender. Trad. Cristina L. de P. Leite. São Paulo: Melhoramentos; EDUSP, 1978. 186p.
  23. Gênese das Estruturas Lógicas Elementares. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 356p.
  24. Inconsciente Afetivo e Inconsciente Cognitivo. In.: Piaget. Rio de Janeiro: Forense,1972.
  25. O Estruturalismo. Trad. Moacir R. de Amorim. São Paulo: Difel, 1970. 119p.
  26. O Juízo Moral na Criança. São Paulo:Summus, 1994. 302 p.
  27. O Julgamento Moral na Criança. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
  28. O Nascimento da Inteligência na Criança. Trad. Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 387p.
  29. O Possível e o Necessário. Evolução dos necessários na criança. Porto Alegre: Artes médicas, v. 2, 1986.
  30. O Raciocínio na Criança. Trad. Valerie Rumjanek Chaves. Rio de Janeiro: Record, 1967. 241p.
  31. O Trabalho por Equipes na Escola: bases psicológicas. Trad. Luiz G. Fleury. Revista de Educação. São Paulo: Diretoria do Ensino do Estado de São Paulo. vol. XV e XVI, 1936. p. 4-16.
  32. Para Onde Vai a Educação? Trad. Ivete Braga. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. 89p.
  33. Psicologia e Epistemologia: Por uma teoria do conhecimento. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1973. 158p.
  34. Psicologia e Pedagogia. Trad. Dirceu A. Lindoso; Rosa M.R. da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1970. 182p.
  35. Sabedoria e Ilusões da Filosofia. Trad. Zilda A. Daeir. São Paulo: Difusão Européia, 1969. 200p.
  36. Seis Estudos de Psicologia. Trad. Maria A.M. D'Amorim; Paulo S.L. Silva. Rio de Janeiro: Forense, 1967. 146p.
  37. Tratado de Psicologia Experimental: A inteligência. Trad. Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Forense, v. 7, 1969.

Em co-autoria com Bärbel Inhelder

  1. A Psicologia da Criança. Trad. Octavio M. Cajado. São Paulo: Difel, 1968. 146p.
  2. Memória e Inteligência. Trad. Alexandre R. Salles. Rio de Janeiro: Artenova, s.d.; Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1979. 410p.
  3. O Desenvolvimento das Quantidades Físicas na Criança. Conservação e atomismo. Trad. Christiano M. Oiticica. Rio de Janeiro: Zahar. 1970. 359p.

Em co-autoria com Paul Fraisse

  1. Tratado de Psicologia Experimental: A percepção. Trad. Eliseu Lopes. Rio de Janeiro: Forense, v. 6, 1969.
  2. Tratado de Psicologia Experimental: Aprendizagem e memória. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Forense, v. 4, 1969. 300p.
  3. Tratado de Psicologia Experimental: História e método. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Forense, v. 1, 1969. 188p.
  4. Tratado de Psicologia Experimental: Linguagem, comunicação e decisão. Rio de Janeiro: Forense, v. 8, 1969.
  5. Tratado de Psicologia Experimental: Motivação, emoção e personalidade. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Florense, v. 5, 1969.
  6. Tratado de Psicologia Experimental: Psicofisiologia do comportamento. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Forense, v. 3, 1969. 163p.
  7. Tratado de Psicologia Experimental: Psicologia social. Rio de Janeiro: Florense, v. 9, 1970.
  8. Tratado de Psicologia Experimental: Sensação e motricidade. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Florense, v. 2, 1969. 158p.

Outras co-autorias

  1. Edouard Claparède: A escola sob medida e estudos complementares sobre Claparède e sua doutrina.
Trad. Maria Lúcia E. Silva. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1973. 246p.
  1. A Gênese do Número na Criança.
Trad. Christiano Monteiro Oiticia. Rio de Janeiro: Zahar, 1971. 331p.
  1. A Tomada da Consciência. Trad. Edson B. de Souza. São Paulo: Melhoramentos e EDUSP, 1977. 211p.
  2. Educar para o Futuro. Trad. Rui B. Dias. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1974. 110p.
  3. Problemas de Psicolingüística. Trad. Alvaro Cabral. São Paulo: Mestre Jou, 1973. 252p.

Ligações externas



BIOGRAFIAS

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Comentário 1-8483 (26/10/2009 05:12:07):
"Usamos muito as referências deste psicólogo na Faculdade.O judeu ficou mais conhecido, entretanto, do que o pesquisador.Parece que as relações políticas destes pesquisadores interferiram no seu profissionalismo.Piaget não fugiu à regra.Seu trabalho é muito bem aceito na minha escola.Sua base de estudos familiar é um excelente porto-seguro, confiável, e daí podemos realmente extrair seriedade."
Nome: Tatiana York Bastos Soares Koth
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