Cineclube Alexandrino exibe o documentário 'A Negação do Brasil' (domingo, 15 de agosto de 2010 - 18:13:29h) |
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| AFRO-BRASILEIROS, Resumo: Afro-brasileiro | Pintura de Jean Baptiste Debret-O termo afro-brasileiro designa tanto pessoas com ascendência africana quanto objetos e cultura oriundos da vinda de negros africanos para o Brasil. (Leia o artigo completo "Afro-brasileiros" abaixo) |
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O termo afro-brasileiro designa tanto pessoas com ascendência africana quanto objetos e cultura oriundos da vinda de negros africanos para o Brasil.
O Brasil tem a maior população negra fora de qualquer país da África. Segundo o IBGE, os negros e pardos representam 45% da população brasileira, ou seja, oitenta milhões de brasileiros. A maior concentração de afro-brasileiros dá-se no estado da Bahia, onde 80% da população é de ascendência africana.
Índice |
O Brasil recebeu 37% de todos os escravos africanos que foram trazidos para as Américas, totalizando mais de três milhões de pessoas. O tráfico de negros da África começou por volta de 1550.
Durante o período colonial, a escravidão era a base da economia do Brasil, principalmente na exploração de minas de ouro e cana-de-açúcar. A escravidão foi abolida gradualmente no decorrer do século XIX, sobretudo por pressão da Inglaterra. Embora desde 1850 o tráfico de escravos fosse proibido no Brasil, através da lei Eusébio de Queirós, só em 1888 a escravidão foi definitivamente abolida, através da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel.
Os africanos mandados para o Brasil pertenciam principalmente a dois grandes grupos: os oeste-africanos (antigamente chamados de Sudaneses) e os Bantu. Os bantu, nativos de Angola, Congo e Moçambique foram mandados em larga escala para o Rio de Janeiro, Minas Gerais e para a zona da mata do Nordeste. Os Sudaneses, nativos da Costa do Marfim e de influência muçulmana foram mandados em grande número para a Bahia. Outros grupos étnicos menores vindos da África são os, Yoruba, Fon, Ashanti, Ewe e outros grupos nativos de Gana, Benim e Nigéria. Em décadas recentes muitos negros africanos têm vindo ao Brasil, especialmente de países que falam português como Cabo Verde e São Tomé e Principe, devido às oportunidades comerciais oferecidas pelo país.
Os negros e mulatos, durante séculos, formaram a maioria da população. O crescimento da entrada de escravos africanos a partir do século 16, o extermínio dos indígenas e a relativa pouca imigração de colonos portugueses contribuíram para o surgimento de uma maioria de afro-descendentes no Brasil.
Em 1872, os negros e mulatos eram 6 milhões de pessoas no Brasil-cerca de 60% da população e os brancos 37%. Em 1890, os afros eram 8 milhões (57% da população) e os brancos, 43%. Com a entrada do século 20, os afro-brasileiros deixaram de representar a maioria da população. Em 1950 somavam 19 milhões de pessoas (38% da população) e os brancos, 62%. 1. Os fatores que contribuíram para uma brusca diminuição no número de negros e mulatos foram diversos: a grande imigração européia no Brasil em fins do século 19 contribuiu para um grande crescimento no número de pessoas brancas. A mortalidade entre os afro-descendentes também era maior, tendo em vista que a maior parte não tinha acesso ao saneamento básico. Além do mais, a miscigenação entre brancos e mestiços cresceu, gerando um grande número pessoas fenotipamente brancas.
Atualmente os afro-descendentes são cerca de 80 milhões (44,7% da população brasileira), se considerar-se os pardos como afro-descendentes.
Desde os tempos coloniais houve uma divisão irregular da população afro-descendente no Brasil: lugares como o Nordeste tinham uma grande população africana, enquanto lugares como o Sul tinham populações menores. Atualmente, essas diferenças regionas continuam evidentes, porém, pode-se encontrar populações negras em todas as regiões brasileiras.
Os estados do Norte e Nordeste abrigam a maior concentração de pessoas que se declaram pardas. Todavia, é evidente que, no caso do Norte, a maior parte dessas pessoas são de origem indígena e, no caso do Nordeste, predominam os afro-descendentes. Os estados com maior população afro-descendente são a Bahia, com 13% de pretos e 60,1% de pardos, o Maranhão com 9,6% de pretos e 62,3% de pardos e Alagoas com 5% de pretos e 59,5% de pardos.
Depois do Nordeste, a Região Sudeste tem o maior número de afro-descendentes, seguida pelo Centro-Oeste. A Região Sul tem os menores índices de afro-descendentes, sendo o estado de Santa Catarina com a menor porcentagem, apenas 8,5% de pessoas que se declararam negra/parda.
Durante os séculos 17 e 18, os negros eram a maioria da população brasileira--em 1800, os negros eram 47% da população, contra 30% de mulatos e 23% de brancos. Essa situação se inverteu no século 19 — em 1880, os negros estavam reduzidos a 20% da população, contra 42% de mulatos e 38% de brancos. Um dos fatores mais importantes para a diminuição da população negra no Brasil foi a miscigenação.2 A miscigenação entre brancos e negros no Brasil ocorreu desde o início do tráfico negreiro. A reduzida população de mulheres brancas acabou por acarretar em um grande número de relacionamentos entre portugueses e africanas. Esse fenômeno não foi exclusivo da América Portuguesa, tendo ocorrido em toda a América Latina e América do Norte. A partir do século 19, também tornaram-se mais comuns relacionamentos entre mulheres brancas e homens negros.
Alguns mulatos eram alforriados e, em grupos mais restritos, educados, todavia, a maior parte continuava a ser escravo. Também houve a miscigenação entre os africanos e os indígenas brasileiros, dois quais descendentes são denominados cafuzos.
Embora a maioria dos afro-brasileiros tenham se convertido ao Catolicismo, algumas religiões de origem africana conseguiram sobreviver, através do sincretismo religioso, como é o caso do Candomblé e da Umbanda.
Segundo o IBGE, 0,3% dos brasileiros declaram seguir religiões de origem africana, embora um número maior de pessoas sigam essas religiões de forma reservada.
A cozinha brasileira deriva em grande parte da cozinha africana, mesclada com elementos da cozinha indígena e portuguesa. Na Bahia, principalmente, pratos como vatapá e moqueca são típicos da culinária afro-brasileira.
A feijoada é o prato nacional do Brasil. É basicamente a mistura de feijões pretos, carne de porco e farofa. Começou como um prato português que os escravos negros modificaram.
Capoeira é uma arte marcial desenvolvida inicialmente por escravos negros no Brasil, a partir do período colonial. A capoeira é marcada por movimentos que enganam o oponente, geralmente feitos no solo ou completamente invertidos. Ela também tem um forte componente acrobático em algumas versões e é sempre praticada com música.
Recentemente, a capoeira tem sido bastante popularizada, sendo até o principal tema de vários jogos de computador e filmes, e é freqüentemente mencionada na música popular brasileira.
Ver também: música negra.
A música criada pelos afro-brasileiros é uma mistura da música portuguesa, indígena e africana, produzindo uma grande variedade de estilos.
A música brasileira foi fortemente influenciada pelos ritmos africanos, como é o caso do samba, maracatu, carimbó, lambada e o maxixe. Embora se tenha mantido por muitos anos na marginalidade, a música afro-brasileira ganhou notoriedade em meados do século XX, até se tornar o estilo musical mais difundido no Brasil.
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Comentário 1-13348 (30/06/2010 17:46:15):
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"Sou presidente da Academia de Letras de Itapóa "Patrono Poeta Cruz e Sousa", Gostaria trocar correspóndencia com poetas catarinenses ,interasados em participar numa Antotologia de Poesta Afrobrasileiros para este ano de 2010. Gostei muito do material postado na internet. pude tomar conhecimentos da cultura negra, Sou colombiano e resido a 50 anos no Brasil ,saudações poeticas " Nome: caca velasquez Escreva abaixo o seu comentário ou observação sobre esta página (título: Afro-brasileiros). Por favor atenha-se ao tópico desta página (Afro-brasileiros), e por favor seja cordial (seu IP 38.107.191.91 está sendo gravado). |
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